Empresa recém-formada aposta nas soluções de simulação


A ANSYS lançou no ano passado a solução ANSYS AIM com o objetivo de democratizar a utilização das ferramentas de simulação, permitindo que engenheiros – com possuam conhecimento de nível básico ao mais avançado em simulação computacional – possam solucionar dos problemas mais simples aos mais complexos envolvendo diferentes físicas. Foi de olho nessas perspectivas que a Jet Towers Telecom, empresa fundada há apenas seis meses, apostou na solução multifísica ANSYS AIM para agregar valor aos seus produtos.

Para entender as razões que motivaram a Jet Towers Telecom – empresa especializada no desenvolvimento de projeto, fabricação, instalação e comercialização de Torres de Telecomunicações – a investir na tecnologia de simulação, mais especificamente no ANSYS AIM, nós conversamos com o Diretor de Engenharia da empresa, Ricardo Damian.

ESSS – A Jet Towers é uma empresa que está há seis meses no mercado. Quais as vantagens competitivas que vocês visualizam ao aliar a utilização dos métodos analíticos com a simulação?

Ricardo Damian – Idealizamos a empresa para ser referência no setor de torres, utilizando engenharia de ponta, questionando velhos padrões e crenças do setor, revendo os conceitos de projeto etc., e para isso, utilizar simulação era a peça chave. Com simulação, conseguimos entender melhor como o equipamento funciona, quais são as reais cargas e esforços, quais são os pontos críticos, onde precisa ter mais aço, onde dá para reduzir, onde falha etc.

As normas de projeto de vento são antigas, antes da era CFD (Fluidodinâmica Computacional) na indústria e possuem metodologias analíticas de cálculo de arrasto muito superestimadas, pois a fluidodinâmica sempre foi algo complicado e caro de se analisar. Com as ferramentas de CFD, foi possível saber com muito mais precisão e segurança as cargas de vento na estrutura da torre e antenas, permitindo assim, estruturas mais leves e que geram menos arrasto. Com simulação estrutural (FEA), foi possível focar nas áreas críticas, dando mais atenção aos pontos de possíveis falhas, identificando o que estava superdimensionado.

ESSS – Por que desde muito cedo vocês investem nas tecnologias de simulação?

Ricardo Damian – Eu vim do ramo de simulação, trabalhei desde 1999 com isso, sempre esteve muito claro pra mim como a simulação ajuda nos projetos. Para a Jet Towers entrar no mercado, precisávamos de um diferencial. Com a simulação computacional, conseguimos isso. Somos a única empresa de torres de telecom no Brasil que utiliza o ANSYS. Nossas torres são mais seguras, resistentes e baratas que as dos concorrentes. O mercado está nos recebendo muito bem, pois a simulação inclusive ajuda o cliente a entender um pouco mais sobre o projeto de uma torre e ele se sente mais confiante em nossa solução.

ESSS – Por que vocês optam pela ferramenta de simulação ANSYS?

Ricardo Damian – O ANSYS é completo, integrado e confiável. A equipe de suporte da ESSS ajuda a usar o ANSYS no seu limite da técnica. Conheço outras soluções de CAE, mas tenho mais confiança e produtividade com o ANSYS.

ESSS – Você é um profissional que já atua há alguns anos com simulação. Por que a Jet Towers optou por utilizar a solução ANSYS AIM para realizar as análises?

Ricardo Damian – O AIM foi uma alternativa bem interessante, pois ele é mais prático de utilizar, em especial, para o nosso caso onde não temos muito tempo para ficar exclusivamente dedicado ao CAE (Computer-Aided Engineering). Veja bem, a Jet Towers ainda é uma empresa pequena, somos três sócios. Eu na engenharia e gestão, outro no comercial, outro na parte de telecom. Temos um desenhista, uma assistente administrativa, uma compradora, quatro metalúrgicos na fábrica e um vendedor em formação.

Tenho que fazer um pouco de tudo! O ANSYS AIM me ajudou a rapidamente conseguir simular, sem precisar de muito tempo dedicado para pilotar o software. Ele possui vários parâmetros escolhidos automaticamente ao longo do setup e simulação, fruto de décadas de experiência da ANSYS. Minha formação em CAE era muito mais em CFD do que em FEA. Rapidamente aprendi o que precisava de FEA para extrair bons resultados do ANSYS AIM.

ESSS – Quais as vantagens que vocês estão obtendo com a utilização do ANSYS AIM?

Ricardo Damian – Definitivamente não sou fã de linhas de comando, de software dedicado a uma aplicação de engenharia única, de software limitado. O ANSYS AIM é a profundidade do ANSYS, com setup muito prático, ideal para a correria do nosso dia a dia. Sempre que precisei entender o que estava setado automaticamente, a equipe da ESSS me ajudou. Isso dá segurança!

ESSS – Na sua opinião, as ferramentas de simulação são essenciais para otimizar a produção e reduzir custos?

Ricardo Damian – Fico feliz que a minha concorrência não tenha visto ainda os benefícios da utilização das ferramentas de simulação. Com apenas seis meses, conseguimos sair na frente de empresas de mais de 40 anos no mercado. Estamos com produção já vendida para os próximos três meses e com planos de expandir a equipe da fábrica. Tudo isso, em meio a uma crise financeira nacional que afetou a indústria, em especial, o setor metal mecânico.

ESSS – Na prática, de que forma vocês estão utilizando o ANSYS AIM?

Ricardo Damian – Conforme apresentei no trabalho técnico do evento ESC 2016, com simulação, entendemos a física e calibramos os nossos métodos analíticos. Assim, conseguimos estudar diversos cenários de uma forma muito rápida, prática e confiável. Foram testados parâmetros como tipos de perfil de viga, configurações geométricas, conexões, materiais, reforços, fundação, peso, tensão, deflexão, arrasto, segurança, montagem, fabricação, frete e, por fim, custo geral do projeto! Além disso, CAE ajudou a testar e ganhar confiança com tecnologias novas em torres de telecom no Brasil, como o emprego de perfil tubular preenchido com concreto para aumentar a capacidade de carga de compressão.

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